PC e APC: Principais características de cada Conector Óptico

Utilizar um conector incorreto pode ocasionar danos ou até mesmo interferência no desempenho da rede, além de degradar o sistema como um todo. Mas, então, sua empresa já sabe qual conector óptico deve usar?

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Como sabemos, um conector óptico é composto pelo próprio plug e pela estrutura de cabeamento, feita com uma tecnologia que usa pequenas fibras de vidro ou plástico extrudido. Quando mencionamos os termos PC (Phisical Contact) e APC (Angled Phisical Contact), estamos relacionando o tipo de polimento do conector.

Diante desse cenário, utilizar um conector incorreto pode ocasionar danos ou até mesmo interferência no desempenho da rede, além de degradar o sistema como um todo. Mas, então, sua empresa já sabe qual conector óptico deve usar?

Para solucionar essa dúvida, a equipe da ISP Shop trouxe um artigo com as principais diferenças de cada equipamento e como utilizá-los para garantir a melhor experiência com seu cabeamento. Acompanhe!

A importância da fixação

O primeiro passo para escolher entre PC e APC, é compreender que a conexão entre as fibras ópticas da parte de dentro do conector é feita por um contato mecânico. Também existem conectores onde a fixação se dá apenas pelo contato do cabo no boot do conector.

A recomendação é conhecer o que cada fabricante oferece, sempre se resguardando para o fato de que o conector final precisa atender às exigências de normas brasileiras e internacionais. Apresentaremos nos próximos tópicos como é o polimento de cada conector e quais são os principais modelos para o mercado nacional.

Polimento PC e APC

O conector PC ainda é muito utilizado no Brasil, já que sua área de contato é polida em formatação convexa, possibilitando o contato entre as superfícies sem deixar espaços para uma interferência de partículas. Geralmente, a aplicação funciona para taxas de até 1Gbps.

O polimento APC é um diferencial mais recente, que trabalha com extremidades angulares. Por conta desse novo encaixe, a conexão tornou-se mais firme, fazendo com que a transmissão de dados adote uma velocidade consideravelmente superior. Esse benefício fez com que o conector APC se tornasse o mais utilizado em sistemas modernos de TV ou telefonia.

Modelos de conector

Existe uma grande variedade de conectores de fibra óptica disponíveis no mercado, em que a principal diferença se encontra no método de acoplamento mecânico com os equipamentos da empresa. Entenda as características dos dois modelos mais utilizados, o LC e o SC:

SC – Standard Connector

O conector SC foi um desenvolvimento da operadora japonesa NTT. Devido às propriedades que favorecem baixas perdas, alta repetibilidade e facilidade de uso, o modelo standard foi adotado pela maior parte dos fabricantes de artigos FTTH ao redor do mundo.

É apresentado como o padrão atual das redes FTTx e muito utilizado nos conversores de mídia ethernet 10/100/1000 em redes ponto a ponto.

LC – Local Connector

Desenvolvido pela indústria americana OFS Laboratories, o conector LC possui formato reduzido (ponteira de 1,25 milímetros) – a metade do tamanho dos plugs SC. O desempenho é excelente, além de ser altamente recomendado para quem pretende ampliar o datacenter, uma vez que o LC usa um número menor de portas de fibra por alocação das unidades.

Ressaltamos que o módulo precisa ser compatível para aderir à tecnologia LC.

Perda de Retorno PC e APC

A Perda de Retorno Óptica, mais conhecida pela sigla ORL (em inglês), é representada pela frequência que regressa ao transmissor, podendo apresentar flutuações na potência do laser ou pequenas alterações em seu comprimento de onda. Em sistemas com altas velocidades (a partir de 10 Gbps), o efeito é um aumento na “taxa de erro de bits” (BER)

Enquanto os conectores do tipo PC possuem ORL da ordem de 40 dB, a indústria que produz tecnologia óptica buscou diminuir a reflexão nos mesmos, adotando estratégias para melhorar a face de contato dos plugs. Para tanto, o polimento da fibra foi estruturado em um ângulo de 8º, alterando a perda de retorno óptica para 60 dB.

Essa inovação é atualmente presente nos conectores com polimento APC, reduzindo perdas desnecessárias na qualidade que o equipamento pode oferecer. A dica é conferir as recomendações do fabricante, tendo em vista que utilizar um conector diferente significa perder aproximadamente 3 dB, logo na saída da potência.

Montagem

A maioria dos conectores ópticos são práticos para a instalação, já que não necessitam de equipamentos especiais e a tarefa pode ser feita em cerca de 5 minutos. Muitos fabricantes recomendam o uso de um clivador profissional para assegurar mais precisão nos contatos.

É importante conferir as especificações de seu equipamento, seja ele PC ou APC, tendo em vista que a instalação correta é imprescindível para reduzir os índices de perdas ópticas e otimizar a repetibilidade do sinal. Nunca é demais investir em profissionais capacitados para a supervisão do processo de montagem dos conectores.

Preços

Esse ponto é crucial para um planejamento de sucesso em qualquer atividade. Agora que você já conhece as características de cada conector, que tal investir na opção com o melhor custo benefício e que pode atender as demandas do seu negócio?

Como explicamos anteriormente, os conectores APC são mais modernos, portanto podem custar um pouco mais, quando comparados com os conectores PC. É preciso entender qual a finalidade do uso e só então definir qual é mais compatível com a atividade da sua empresa. A dica é buscar os fornecedores especializados nesse mercado.

Conclusão

O conector que deve ser inserido na OLT ou ONT/ONU só pode ser definido pelo fabricante do produto e não é recomendado adquirir equipamentos distintos, a menos que a intenção seja fazer uma troca geral de toda a tecnologia do provedor.

Ronaldo Couto, Engenheiro Eletricista e especialista em redes de fibra óptica já fez comentários a respeito deste tema, em outro artigo do IPSBlog. Ele diz que a qualidade dos conectores APC é diferenciada e merece atenção das empresas, principalmente para aquelas que pretendem se preparar para um mercado competitivo.

 

Fonte: ISPBLOG

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